Um ano e meio de Marina

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Da última vez em que eu consegui escrever por aqui, Marinoca tinha 1 ano e 2 meses. Parece que já faz tanto tempo… E já faz mesmo! Como ela mudou desde então. E como as mudanças e evoluções têm acontecido com uma frequência
assustadoramente veloz. Do alto de seu 1 ano e meio (meu Deus! Como?), ela já tem várias novas habilidades.Preciso começar pela mais impactante delas: a de falar. Como fala. Pelos cotovelos, pelos joelhos e até pelo nariz, se deixar. É uma tagarelinha essa menina. No começo, eram balbúcios, depois, repetições de sílabas simples – aquelas que vocês acompanharam por aqui nos meses anteriores “mamã”, “papá”, “abum”. Depois, não sei como, ela passou a falar cada vez mais e a expressar o que quer, mesmo sem imitar ninguém. Ela absorveu uma boa quantidade de palavras e começou a formar de verdade um vocabulário. Às vezes até surpreende a gente com coisas que ela não deveria ter aprendido a falar, se é que vocês me entendem. “Consigo”, “Quéio”, “Páia papai”, “Qué feijão”, “Qué leitinho” e “Tô fome” são algumas de suas expressões mais repetidas.

Quanto a entender, nem preciso comentar. Ela entende TUDO, absolutamente TUDO o que a gente fala. Quando eu ainda nem tinha filhos, lembro de ouvir as pessoas conversando sobre assuntos aleatórios na presença de crianças que ficavam ali, sendo ignoradas e aparentemente boiando, pelo simples fato de serem crianças. Mas agora descobri que eles faziam tudo, MENOS boiar. Crianças entendem tudo. E por isso é preciso um cuidado danado quando elas estão por perto. Elas não só compreendem, como absorvem. E tudo pode ser usado contra você mais tarde. Tipo, você no supermercado e a criança solta um palavrãozinho inocente, bem alto, naquela fila gigante do caixa. E sempre vão ter várias tiazinhas na fila (é inevitável). Aí, você tem a certeza de que as caras das pessoas ao redor (principalmente das tiazinhas), cujos olhares todos se voltam para você, significam que elas estão pensando coisas do tipo “Que mãe é essa? Como ela ensina isso para a filha? Um bebêzinho tão lindo, já perdido na vida” e uma infinidade de frases parecidas. Não que a Marina fale muito palavrão, mas, de vez em quando (confesso), sai algum em casa e ela é uma esponjinha. A missão agora é policiar as palavras ditas, em qualquer momento.

Como dá para perceber pelas frases preferidas dela, citadas acima, comer é uma de suas atividades favoritas. Ela adora. E feijão é um dos pratos preferidos. Tem vezes em que ela come toda a comida do prato e depois lança um: “Qué mais feijão”. E aí come puro. Já aconteceu até de repetir o feijão duas vezes. Duvido que ali dentro tem só um estômago de bebê.

Ela também foi apresentada – contra a minha vontade, que fique claro – a alguns doces, ao leite com chocolate e até ao refrigerante. Mas eu mesma nunca dou. Não é algo rotineiro. Evito o quanto posso, mas sempre vai ter alguém para falar “Só um pedacinho. Que mal vai fazer?”. Eu deveria ser mais firme, eu sei, mas não sou. Aliás, outra frase que a Marina gosta muito de repetir: “Só um ‘poquinho’ mamãe”. Geralmente o contexto é esse: alguém oferecendo algo que eu não quero que ela coma. A pessoa insiste e ela topa fácil, porque sempre é algo colorido ou realmente apetitoso. E aí eu cedo. Ô, vida.

Ela gosta de andar e de correr. Quase não quer saber de colo ou de carrinho quando estamos na rua. Temos que nos adaptar ao tempo dela e ficar de olho. Às vezes, nem a mão ela quer dar.

Tem desenvolvido um certo gosto pela independência. Quer fazer tudo sozinha. Andar sozinha, comer sozinha, colocar a roupa sozinha… Quando ela se cansa de tentar, logo pede. “Aiuda mamãe”.

Ainda mama no peito, mas diminuiu bastante a quantidade, principalmente depois que precisei ficar uma semana sem amamentar por conta de uns remédios que precisei tomar para uma crise de torcicolo. Depois conto aqui os detalhes desse episódio.

O torcicolo, que merece um post a parte, também está fazendo com que a gente se prepare para a transição da Marina para o quarto dela. Vamos comprar uma minicama esse fim de semana e tentar começar a saga. Ela dorme tão bem a noite e tem mamado pouco nesse período, então, estou otimista. Outro capítulo a parte…

De vez em quando, ela anuncia que fez cocô ou xixi. Às vezes pede para trocarmos sua fralda. Muitas vezes pede para ficar sem. Totalmente compreensível, com o calor que tem feito aqui em São Paulo. A vovó já comprou um piniquinho. Ela brinca de vez em quando, mas ainda não manifestou sinais de que está pronta para o desfralde. Também não tenho tido muita pressa. Então, tudo certo. Deixa rolar…

Teve uma fase em que passou a abominar o banho. Acho que foi porque desistimos da banheira e ela passou a tomar em pé, comigo ou com o pai, no chuveiro. Comprei um daqueles tapetinhos antiderrapantes para o box e ele tem umas tartarugas, que não deveriam soltar do tapete, mas soltam. No final, isso ajuda, porque elas se transformaram em uma brincadeira. Ficamos grudando as tartarugas no vidro do box e adaptando a música, que virou: “Dona tartaruga subiu pela parede…”. Agora ela está começando a gostar de novo.

Ela tem cerca de 14 dentes e é quase impossível ela deixar eu escová-los. Alguém me ajuda? Não sei como faço. Ela fica me imitando, porque eu escovo junto, mas não limpa, né? Depois tento pegar a escova para limpar e ela não deixa. Fica mordendo e chupando a escova… Não sei como fazer. Devo marcar um odontopediatra? Help!

Com o trabalho e a rotina corrida que temos em casa, não temos tanto tempo juntas quanto eu gostaria, mas acho que o tempo que temos, tem, sim, qualidade (É, as mães que trabalham precisam apelar para o velho clichê do tempo escasso, mas bem aproveitado. Fazer o quê?). Com ela, a própria rotina fica divertida. Ela me faz rir o tempo todo. Olho para aquele tamanho de gente e não acredito como tudo tem passado tão rápido – estou repetitiva, eu sei. Como ela pode ter menos de um metro, onze quilos e já ter tanta personalidade?

 

Ah, ela também já fica com os dedinhos no teclado do computador e diz que está “fazendo intenet”. Além disso, pega meu celular e já tira selfies (como essa aqui embaixo). Ah, essa nova geração…

 

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9 opiniões sobre “Um ano e meio de Marina

  1. Lindo texto. Olha, tenho 20 anos e crio o filho do meu esposo (nosso filho) que tem 6 anos, quando começei a namorar com o meu esposo ele tinha dois aninhos e estava nessa fase da tagarelice* – mais precisamente a fase dos porquês, foram duas semanas repletas de perguntas, vale lembrar que é sempre bom responder nossos pequenos. Ele também dava muito trabalho para escovar os dentes, e eu com jeito fui trabalhando o momento até ele pegar gosto pela coisa. Hoje ele tem seis anos mas, continua um verdadeiro tagarela, meu amado não cala a boca nem na hora que esta dormindo e eu amo isso nele, principalmente o carinho, o que me faz sentir amada.

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