Hoje eu vim falar de outra Marina

Sei que estou devendo o post de dez meses da minha Marina, mas o que tenho a dizer sobre essa outra Marina é mais urgente!

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Ela tem mais ou menos a mesma idade, só dois meses a menos. Ela tem o mesmo nome. Ela tem pais que a amam. Sua vida também está sendo contada por sua mãe, Luiza, na internet, mas por outro motivo, que não apenas as gracinhas de um bebê em desenvolvimento. Ela precisa de ajuda. Da sua ajuda.

Luiza, de Aracauju, teve uma gravidez complicada, com colo de útero aberto, cirurgia, repouso com as pernas para cima durante a segunda metade da gestação, parto prematuro com 32 semanas… Depois, Marina nasceu, ficou na UTI neonatal, pegou pneumonia. Um martírio só! Mas essa pequena guerreira, xará da nossa menina, superou tudo e teve alta com 19 dias de vida.

Acontece que ela acabou desenvolvendo uma doença mais complicada, chamada enterocolite necrosante. Por conta disso, passou por três operações complicadíssimas e perdeu a maior parte do intestino. Em consequência, ela desenvolveu a síndrome do intestino curto. Os pais tiveram que transferi-la para um hospital em São Paulo, onde estão desde dezembro.

Hoje, seu órgão tem 10% do tamanho normal. Por isso, ela não pode comer, porque não consegue digerir o alimento e fica com diarreia. A nutrição é feita pela sonda, que oferece, lentamente a comida, em gotas. O cateter está inserido em uma veia, que vai para o coração. Não é raro esse aparelho ser infectado. Além disso, o procedimento tem grandes chances de prejudicar o fígado, já sobrecarregado por conta dos medicamentes que Marina toma.

Agora, a solução para essa pequena, que aos oito meses de vida já sofre mais do que muita gente a vida inteira, é fazer um transplante de intestino, outro procedimento complicadíssimo. Se as filas para o transplante de qualquer órgão já são um drama, com o intestino, a coisa é ainda mais grave, já que o órgão é diferente, tem muitas bactérias.

A solução mais viável seria fazer a cirurgia nos Estados Unidos, país que tem relatos de cirurgias bem sucedidas. Mas tem um ENORME obstáculo aí. A fila de espera demora cerca de seis meses e a operação custa 800 mil dólares. OITOCENTOS MIL DÓLARES, eu disse. Isso sem contar os outros custos: internações, reinternações, imprevistos, medicamentos, estadia dos pais por lá (que deve durar pelo menos oito meses)… Imagina só!

E o médico americano já avisou os pais de Luiza que o procedimento é difícil. Mesmo que a família consiga o dinheiro, que a transferência da garotinha para os EUA seja bem-sucedida, que ela consiga esperar pelos seis meses até que chegue sua vez na fila do transplante, depois da cirurgia, ela terá que fazer um tratamento intenso e ficar com uma colostomia (aquela bolsinha plástica para onde vão as fezes) até que a barriga possa ser, finalmente, fechada.

Sentiu o drama? Eu senti.

Para a história dessa Marina ter um final (ou seria um começo?) feliz, todo mundo precisa se mobilizar e ajudar. Quer fazer sua colaboração? Doações podem ser destinadas à conta corrente 17468-8, agência 1603-9 do Banco do Brasil, em nome de Luiza Stella Correia Ferreira (CPF 976328995-53). 

Bora ajudar?

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