Quando o gênero vira limitador

boygirl

Acompanhem comigo: quando uma criança nasce, ela é um ser humano novinho em folha. Um livro em branco, prontinho para ser escrito até a página final, que ninguém sabe qual é. Por que raios o pai, a mãe, os avós, a escola, a indústria, a cultura e todas as outras referências adultas que a cercam deveriam reduzir as infinitas possibilidades que essa pessoa tem pela frente pela metade? Por que, se ela pode escolher entre 1 milhão de caminhos, cortar as opções para 500 mil? Você faria isso com o seu filho? Eu não gostaria de fazer com a minha e me policio sempre. Porém, tem muita gente que faz, sem nem se dar conta ou porque acredita que é certo mesmo. É possível que, às vezes, façamos e nem saibamos que estamos limitando as escolhas de nossas crianças, simplesmente pelo fato de elas terem nascido com um pênis ou com uma vagina.

Dentro das minhas próprias limitações, como já contei aqui, desejo para a Marina um mundo não só de cor de rosa, nem só de azul, mas um arco-íris completo, cheio de possibilidades.

Essas divisões começam desde o primeiro ultrassom em que se consegue descobrir o sexo e acompanham o ser humano por toda a vida, se ele não puder criar consciência para se libertar dessas amarras mais tarde. O vídeo abaixo, do The Representation Project, movimento americano que luta contra os estereótipos de gêneros, explica como essa história nunca tem um final feliz.

“Uma garota não é vista apenas pelos outros como um objeto. Ela aprende a ver a si mesma como um objeto”.

“Também há muito para se trabalhar com os garotos. Para eles, a força ainda é associada à dominação. Devemos redefinir a força, não como o poder sobre outro ser humano, mas força pela justiça e justiça significa igualdade, honestidade, trabalhar contra a pobreza, contra a violência. Isso é força!”

Assista ao vídeo e reflita você mesmo:

P.S.: Valeu, tia Rê, por me mandar o vídeo. Crédito dado!

 

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6 opiniões sobre “Quando o gênero vira limitador

  1. Eu adoro esse video. A mulher, principalmente, começa a ser oprimida a partir daí. Furando a orelha da menina, fura porque é menina. E daí tem que ser feminina. E por aí vai, diversas imposições.
    Gênero é algo muito limitador, e é uma limitação horrível para a criança, é horrível ver crianças querendo brincar com algo mas “não pode, é de menino!” e por aí vai. 😦

    Enfim, é isso. Eu adoro o assunto e falo muito sobre lá no blog, tanto que já nem sei mais o que falar. hahaha

    Beijo

  2. Pingback: Por que não vou postar uma foto da minha barriga em uma campanha contra o aborto | Casa, cozinha e fralda trocada

  3. Não concordo, se não quer engravidar tem várias formas de se prevenir…. esses anjinhos não tem culpa de ter vindo na ‘hora errada’ no pensamento egoísta de quem o gerou….

  4. Olá futura mamãe, estou no seu blog a alguns instantes e já li três posts. Adorei.
    O que primeiro me chamou atenção foi sobre o “sou a favor da legalização do aborto”, também sou, mas assuntos assim geralmente trazem comentários que muitas vezes prefiro nem ler.

    Tenho pessoas juntos de mim que tiveram, após uma vida de repressão, coragem suficiente para escolher e fazer sua vida em um gênero oposto ao fisiologicamente “óbvio”. Ele é meu irmão. Ver toda sua trajetória dentro de casa e fora dela me fez ver como nós seres humanos adoramos classificar e podar para poder controlarmos as situações e as outras pessoas. Mas isso é utópico, assim como tudo na vida um ser humano não deve ser podado, não deve ouvir o que “tem que ser”, concordo com você que cada ser é único e tem o direito de viver suas infinitas possibilidades.

    Acreditar num mundo onde isso ocorra, ainda é utópico também, mas podemos fazer isso dentro das nossas casas, como você está fazendo.

    Eu luto nas minha relações pessoais contra o machismo, não faço parte de nenhum movimento organizado, mas já vi muitas amigas se libertarem de ideias que eram auto-destrutivas e ampliando seus horizontes centímetro por centímetro.

    Saber que tem mais uma mãe que vai lutar e fazer de tudo para manter as infinitas possibilidades de seu bebê dentro de casa é mais que uma alegria, é uma esperança.

    Boa sorte para você, sua família e suas amigas, mostrando ou não a barriga em uma campanha contra a legalização do aborto.

    Abraços

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