O oitavo mês da Marina

Mais trinta dias se passaram e nosso pacotinho, como o pai dela a apelidou carinhosamente, atingiu mais alguns degrauzinhos no desenvolvimento. Ela cresceu, engordou (embora não saibamos as medidas, porque ainda não fomos ao pediatra) e está cada dia mais esperta (pode falar que é papo de mãe coruja, eu nem ligo). Para não perder o costume, ontem comemoramos seu mesversário com casquinha de siri e bolo de chocolate na casa da vovó. E para a homenageada do dia: maçã. Sacanagem, né? Troll na primeira infância. Mas logo logo ela cresce e fica apta para cometer esses pecadinhos de vez em quando. De vez em quando, hein, pacotinho?

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Vamos aos marcos de desenvolvimento da pequena:

– Está maior e mais gordinha. Mais pesada também. Sei disso porque todos os dias olho para ela de manhã, deitada na cama, e não me conformo com aquele tamanhão todo para uma pessoa que até outro dia era um cisquinho de gente. Do peso, sei pelos meus braços, que dóem como se eu tivesse ido à academia depois de muito tempo de colo.

– O item acima pode estar relacionado a esse: ô menina boa de boca. Seu prato preferido é arroz e feijão. “Peã” que nem a mãe e o pai. Não é muito fã de carne de boi, mas o frango… Nossa! Se for coxa, então, aí lascou-se. Ninguém arranca o osso da mão dela. Continuamos num misto de BLW e colher. Mas a colher, geralmente, é usada para o arroz e feijão (não amassados), que ela ainda não consegue pegar muito bem com os dedinhos.

– Caiu de novo. Minha culpa, minha tão grande culpa. Um dia antes de ela completar os oito meses, eu estava procurando uma fralda de pano na gaveta da cômoda. Me distraí por um ponto cinco segundos e PUFT ela rolou lá de cima. Sorte que eu estava agachada embaixo e, por um milagre da maternidade, tive um reflexo rápido e coloquei a mão entre a cabeça dela e o chão, onde ela ia bater. Não ficou nem com um galinho, nem roxinho, nem nada. Mas o susto que nós duas tomamos, não foi brincadeira. Até agora, só de lembrar da cena, todos os meus órgãos da região abdominal se reviram por inteiro e depois voltam para o lugar. Nunca mais troco essa mocinha na cômoda. Só em cima da cama e pronto.

– Como puderam perceber no tópico anterior, ela vira e desvira com facilidade. Quando está dormindo, então, vive rodopiando para lá e para cá.

– Ela continua dormindo com a gente na cama. Fizemos mais algumas tentativas de colocá-la no berço, mas agora a danadinha já descobriu que bom mesmo é dormir agarradinha. E poder acordar de vez em quando para mamar, sem nem precisar chorar para isso.

– Está ensaiando os quatro apoios e às vezes, sentadinha, arrasta o bumbum para trás. Tipo remando, mas de marcha-ré. Nada de engatinhar, por enquanto.

– Só quer ficar de pé. Segurando nos móveis ou nos pais ou nos tios ou nos avós. O negócio dela é andar. Ela dá passinhos e tudo para ir de um ponto a outro. Só não tem equilíbrio ainda para fazer isso sozinha.

– Já tem um dentinho! Só a serrinha na verdade. Nasceu no dia 13 de março e foi visto à tarde, pela vovó. Estamos limpando com água e aquela escovinha de encaixar no dedo.
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– O cabelinho está crescendo cada vez mais clarinho. Oi?

– Não sei se é por conta de tantos mesversários, mas sua música preferida do mundo é Parabéns, com palmas.

– Quando escuta uma música faz um movimento com a mão como se fosse rapper. Tipo:
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– Deve ser um recorde: a menina com menos idade a passar mais tempo dentro do carro no trânsito. Eu acho triste essa parte, mas, no meu caso, prefiro que ela faça viagens diárias para ficar com os avós enquanto eu trabalho do que deixá-la na escolinha ou com uma babá. Estamos trabalhando para resolver a situação.

– Gosta de falar a própria língua, que inclui palavras como mãmãmãmãmã, ahhhhhhh, dádádádá, etc.

– Adora dar gargalhadas e, quando ri, franze o nariz de um jeito que dá vontade de sufocá-la de tanto apertar.

– As unhas das mãos e dos pés dela crescem na velocidade da luz.

– Da mesma forma que gosta de brinquedos tipo Chicco e Fischer Price, gosta também dos embrulhos em que vieram os referidos brinquedos, de caixas de leite vazias, de potinhos plásticos e de caixas de papelão, que nem os gatos lá de casa.

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7 opiniões sobre “O oitavo mês da Marina

  1. A Marina está cada dia mais lindinha e feliz. Pude passar algumas horas com ela esse fim de semana, e como “Prima-Tia” mais velha (que mais ninguém me ouça), sou testemunha que ela não é fraca não no que diz respeito a alimentação, a “figura” leva a sério essa parte, mama e come com vontade. Deus continue abençoando sua vida!

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