O quarto mês da Marina

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FOTO: GABRIELA D`ANDREA

Muito corrido e de agenda cheia esse mês da minha pequena. Dá para notar pela ausência de posts, não é? Tivemos visitas da vovó paterna, da tia e do primo aqui em casa e, com elas, várias atividades, passeios, coisinhas para resolver aqui e ali… Enfim, Marina passeou tudo a que tinha direito e mais um tantinho. A intensidade foi grande e ela até pegou o primeiro resfriadinho. Dó! Mas já está bem melhor. Vamos às pequenas grandes alegrias dos últimos 30 dias.

Para Marina

IMG_2247– Ela dá algumas gargalhadinhas. Discretas, porém válidas. Chamo de sorriso com som para ser mais sincera. A brincadeira preferida é quando a gente coloca o nariz perto do pescoço dela e sacode o rosto para lá e para cá fazendo cócegas e fazendo barulhinhos daqueles bem nonsense que fazemos para bebês mesmo, sabe se lá por qual motivo.

– Supermercado, centro de compras do bairro, shopping, praia, piscina, estrada, bar, feira-livre, casa da bisa, cabeleireiro… A lista de lugares que receberam a ilustre presença de Marina só nos últimos 30 dias é comprida.

Amor de primo: ela já conhecia seu primo de dois anos, Ernando, mas nas duas últimas semanas conviveu intensamente com ele, na mesma casa. Ele era o maior motivo das risadinhas com som. E nem precisava fazer muito esforço. Por ser tão bebê (ele tem dois anos recém-completos) ele às vezes nos causava um pouco de medo. Quase caiu em cima dela em algumas situações, salvamos a Marina de algumas de suas brincadeiras “joselitas”, como classificou a mãe dele, mas, no final, nem mortos, nem feridos. Só o amor maior de dois pimpolhos que prometem aprontar muito juntos nos próximos anos.

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– A convivência com o Ernando também rendeu a Marina seu primeiro resfriado. Deu um apertinho no peito vê-la com nariz congestionado, tosse, espirros, olhos com secreção… Mas é quase inevitável. Todo mundo vai passar um dia por isso. Muito leite do peito, colo e carinho depois, ela está bem melhor. Mesmo assim, não ficou enjoadinha, chatinha e continuou dormindo a noite inteirinha. Beijo para as pessoas otimistas (SÓ QUE NÃO!) que me zicavam diziam “Você vai ver quando ela ficar doentinha. Aí é que não vai dormir!”.

– O resfriado da Marina nos levou ao pronto-socorro (ela estava melhorando, mas foi por desencargo de consciência). A pediatra do hospital exagerou um tanto e pediu um raio-x. Disse ao papai que o pulmão estava cheio de catarro e que não era grave, mas se não cuidássemos poderia evoluir para uma pneumonia. (Se você, médico, não tiver a intenção de assustar profundamente os pais de primeira viagem jamais coloque as expressões ‘grave’ e ‘pneumonia’ na mesma frase, ok?). Hoje, porém, fomos ao pediatra que acompanha a nossa pequena mensalmente e levamos o exame. Ele disse para não nos preocuparmos, que o hospital exagera e que podíamos parar com os remédios. Ufa!

– Ela tomou a vacina pentavalente (segunda dose) e a da paralisia infantil. Chorou bem menos que no mês anterior e, até agora, nada de reações. (Beijo para os pessimistas de novo!)

– Ela está com 5.700 kg e 63,5 cm. Pediatra disse que está ótima! Magra e alta. Continuamos com um projeto de Gisele Bündchen em casa.

– Ela esticou MUITO e já perdeu várias roupas. Tive que comprar/encomendar/aceitar doações de várias roupinhas porque estava tudo muito apertado. Sorte é que Marina espera um primo/prima e todas as peças pequenas foram devidamente encaminhadas para o futuro integrante da família.

– Tentamos dar leite materno em copinhos, colheres e, confesso, apelei até para a mamadeira, porque volto a trabalhar em duas semanas (vou falar mais sobre o drama jájá) e estou preocupada, mas não obtivemos muito sucesso. Marina é fã incondicional dos meus peitos.

– Ela tenta loucamente virar de bruços sozinha, mas ainda não consegue. Quando está de barriga para cima, levanta as perninhas e rola para um lado ou para o outro. Também vira como um reloginho na cama.

– Ela sustenta a cabecinha e já fica bem durinha quando colocada em pé ou sentada com apoio.

– O miniberço ficou pequeno demais para ela e a colocamos para dormir em nossa cama (chovam, críticas, chovam). A gente se diverte porque ela começa a noite de cabeça para cima, mais tarde fica esticada com a cabeça em mim e os pés no papai (juntos, nós três formamos um ‘H’), e, pela manhã, a encontramos de ponta-cabeça. Não, nós nunca a esmagamos durante a noite.

– Ela baba, baba, baba. Faz bolinhas com a boca. Mas ainda nem sinal de dente.

– Acho que seu mais novo objetivo de vida é tentar morder os dedos dos pés. É só coloca-la sentada no colo para ela se inclinar para frente, até alcançar o dedão com a boca.

– Aliás, ela segura todo e qualquer objeto e tenta encaminhar tudo para a boca.

– Ela notou a existência dos gatinhos, Téo e Laura. Às vezes, tenta alcança-los e os belisca com força (assim como ela faz com a minha boca e com o meu nariz – com muita força). Tenho medo de eles revidarem com as unhas, mas o que eles têm de bagunceiros em casa, eles têm de bonzinhos e bobos com ela. Acho que a tentativa de contato bebê-felino é mútua, mas ainda não encontraram um meio de comunicação adequado.

– Acho Marina muito novinha e carente de estímulos humanos para deixa-la em frente à TV hipnotizada pela Galinha Pintadinha, ao contrário do papai, que insistem dizer que ela adora. Porém, me rendi quando precisei fazer inalação. A bendita penosa e suas músicas eram a única coisa que faziam ela parar de chorar e sossegar com aquele bocal do inalador no rosto. E mesmo assim, só a TV não bastava. Eu precisava cantar junto. Relembrei músicas e aprendi novas. Não sei até agora se fiz muito mal. Mas foi a única maneira. Juro juradinho. E sabe… Não achei a galinha tão chata assim. Mas ainda acho que os bebês dessa idade precisam e gostam muito mais do contato humano, de rostos, de mãos, contatos, historinhas, cantorias e peitos do que de uma tela colorida.

Para mim:

– Com o lance do susto no pronto-socorro, aprendi  a ficar esperta com exageros médicos e a confiar mais na minha intuição com relação à saúde da minha filha. Acho que a gente realmente SABE quando a coisa é grave e quando não é. Não estou dizendo para ignorar os sintomas e nunca levar seu bebê ao médico. Só é bom ficar com o pé atrás antes de aceitar qualquer diagnóstico como certo.

– Minha maior preocupação é a volta ao trabalho. Adoro minha profissão e meu ambiente profissional, mas choro só de falar no assunto. Estou estocando leite materno e tentando acostumar a bebê a aceitar o líquido de outra fonte que não sejam os meus seios, mas está difícil, tanto para ela, quanto para mim. Ainda não sei como vou fazer para ficar tanto tempo afastada dela. A licença-maternidade deveria durar pelo menos nove meses. Nem vou escrever muito mais sobre isso, para evitar as lágrimas, mas depois de passado o trauma, prometo um post contando como superei. Se é que vou superar. Espero MUITO que sim.

Quer perder peso rápido, sentada no sofá e comendo muito? Amamente! Estou mais magra do que estava antes de engravidar. A pochete permanece, mas já melhorou. Amamentação 10 x 0 Academia. Uhu!

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LEIA MAIS:

– O terceiro mês da Marina

– O segundo mês da Marina

– O primeiro mês da Marina

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5 opiniões sobre “O quarto mês da Marina

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