Gravidez e pós-parto de verdade: mais um ponto para Parenthood

[SPOILER PARA QUEM AINDA NÃO CHEGOU AO FIM DA SEGUNDA TEMPORADA]

Sei que vocês vão achar que eu estou sendo paga para fazer propaganda para a NBC, ou para o Netflix ou para o GNT, mas já adianto que não é nada disso. Estou realmente apaixonada pela série Parenthood, da qual já falei muito nesse post aqui. Hoje, pouquinho tempo depois, volto ao assunto para dizer que fiquei ainda mais encantada ao terminar a segunda temporada e iniciar a terceira neste último fim de semana. Se você ainda não chegou aí e odeia que estraguem as surpresas não continue a leitura. Quem avisa, amigo é.

Mas… se você continuou lendo, posso dizer o que eu tenho para falar. No final da segunda temporada, Kristina, esposa de Adam, descobre que está grávida de seu terceiro bebê. E eu amei a forma realista com que o roteiro trata essa fase, que é muito legal e bonita, mas também complicada de encarar. Sua barriga fica enorme, a vida não para de acontecer para você curtir o bebê que está dentro da sua barriga, o parto nem sempre acontece da maneira como você planejou. Se por acaso você for daquelas pessoas que se maquiam sempre e se por acaso estiver com o rosto pintado na hora que entrar em trabalho de parto, vai chorar e suar tanto que vai parecer um panda no final do processo. As confusões de família vão continuar acontecendo. Embora você esteja vivendo um momento único, você fica estressada, nervosa e ao mesmo tempo ansiosa e maravilhada com o que está por vir.

No pós-parto, então, as coisas ficam ainda mais complicadas. Pensei que por ser o terceiro filho da personagem, ela tiraria tudo de letra. Mas não. Reconheci as minhas dificuldades de mãe de primeira viagem em cada atitude de Kristina. Sua autoestima fica um tanto baixa, porque você passa dias e dias em casa, de pijama. Quando você consegue tomar banho, você tira o pijama só para vesti-lo novamente depois de conseguir passar seus merecidos cinco minutos embaixo do chuveiro. Seu marido não para de trabalhar porque a licença-paternidade é ridícula e tem só cinco dias. No caso dela, nem isso rolou. A família inteira quer conhecer o bebê ao mesmo tempo e você fica um pouco tensa com a situação. Você ganha olheiras enormes e passa dias sem dormir. Os outros filhos (para quem tem) sentem ciúmes e você sente saudades deles, porque por mais que queira não consegue se dedicar o bastante. A autoestima despenca. Você tem medo de sair e quando finalmente tem coragem, sente vergonha de qualquer roupa que veste, por causa das novas formas do seu corpo. Além disso, se você amamenta, seu leite vaza bem nos momentos mais constrangedores. A vida íntima do casal vai para as cucuias e voltar aos eixos é mais complicado do que parece. Você fica meio maluca em qualquer oportunidade de socializar e acaba até forçando algumas coisas porque parece que vai enlouquecer a qualquer momento ficando sozinha por horas e horas e dias e dias infinitos com um bebê, mesmo que ele seja encantador, fofinho e tenha cheiro de lavanda.

Por essas e outras posso dizer que a série ganhou mais um SUPER ponto no meu conceito. Me reconheci, me vi no espelho e chegou a ser ridículo quantas vezes eu olhava para o Luiz com uma cara de “Tá vendo como é? É assim mesmo!”:. A chegada de um bebê é linda, mas poucas obras de ficção retratam esse outro lado da realidade.

Recomendo. De novo. Só para constar.

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3 opiniões sobre “Gravidez e pós-parto de verdade: mais um ponto para Parenthood

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