O chá de bebê da Marina

Ela já completou um mês. Aliás, já está quase com um mês e meio. Mesmo assim, só agora, sem vergonha nenhuma na cara, venho aqui falar sobre o chá de bebê da Marina, que de chá, não teve nada.

O que é um chá de bebê para você? Uma reunião com as amigas mais próximas da grávida, regada a chazinhos, cupcakes e decoração em tom pastel, com direito a bolo de fraldas? Essa imagem está o mais distante possível do que foi a celebração de “quase chegada” da bebê.

O nosso teve mais a ver com uma festa com todos os amigos. Todos mesmo, tipo uns cem – homens, mulheres e crianças entram na conta. Para caber todo esse povo, alugamos a churrasqueira do prédio e eu até tinha pensado em fazer um churrasco, mas daria muito trabalho, além de sair caro. Quem ia querer passar a festa inteira pilotando a grelha, não é? E outra: imagina alimentar tudo isso de gente com carne? Conta bancária arruinada na certa, né?

Compramos salgadinhos e sanduíches de metro. Minha sogra fez carne louca (louca fiquei eu para comer a carne no dia seguinte, quando o tempero pega bem, mas fiquei só na vontade mesmo, já que não sobrou um fiapinho no fundo da panela para contar a história) e uma vizinha fez três tipos de patês (que também ficaram sensacionais. Brincadeira o que tinha de gente me pedindo a receita depois). Os convidados trouxeram cerveja e refrigerantes, além das fraldas, porque, sim, a gente abusa mesmo.

A decoração, uma coisa meio joaninha, meio bolinhas aleatórias, eu fiz com itens comprados na Rua 25 de Março, aqui em São Paulo, no dia em que eu quase desmaiei grávida no meio da multidão. Tudo bem, bem simples mesmo, porque eu não tava podendo gastar mais do que eu já tinha gastado, nem fazer tanto esforço com barriga de sete meses.

Coloquei tia, tio e pai para me ajudar a colocar o brigadeiro e o beijinho nos copinhos – santa invenção da modernidade. Ninguém merecia passar noites em claro enrolando brigadeiro com a mão melecada de manteiga, como a gente fazia quando éramos crianças. Se bem que era divertido. Mas acho que era só porque eu era criança e me divertia com qualquer coisa.

Essa mesma turma me ajudou a montar as lembrancinhas que eram aquelas latinhas redondinhas de metal, recheadas com confeitos de chocolate, tipo um M&Ms genérico mesmo. Na tampa das latinhas, colamos adesivos criados pela Mare, minha amiga designer mega super hiper fofa e talentosa, e impressos em uma gráfica.

O bolo também é uma invenção moderna dos deuses para facilitar a vida das mães e impressionar ao mesmo tempo (obrigada Pinterest!). Fiz quatro bolos simples de chocolate, daqueles de liquidificador mesmo, e eles transformaram em dois, porque devido à minha incapacidade de assar um bolo alto e cortar lindamente no meio para colocar o recheio, usei dois como base e dois como topo. Cerquei tudo com Kit-kats, cobri com mais M&Ms genéricos e amarrei com uma fitinha vermelha de bolinhas.

Agora pergunta se eu comi um pedaço? Claro que não. Gente, eu não sei o que eu fiz nessa festa. Era tanta gente para falar, tanto social para fazer, tantas vezes respondendo a mesma pergunta (Quando nasce? Você quer parto normal? Em qual maternidade?), que quando acabou eu estava meio perdida.

Era tanta gente, que nem a metade cabia na churrasqueira, mas tudo bem, porque o prédio tem uma área legal aberta ao redor. Maaaaas, como tudo tem que ter emoção para ter graça, é ÓBVIO que São Pedro mandou uma baita chuva bem no meio da festa. E é ÓBVIO que todo mundo começou a se apertar na churrasqueira, que mais ficou parecendo com o metrô da Sé às seis da tarde em dia de chuva.

Aí, pegamos a chave do salão de festas e transferimos as coisas. Tudo feito e… ÓBVIO que parou de chover e o povo ficou dividido. Era um domingo e eu ainda estava trabalhando. O problema de fazer um chá de bebê desses nada tradicional é que a combinação de muita gente + muita cerveja + falta de noção = grávida-exausta-maluca-chorona-desesperada-sonolenta. Eram 22h e ainda tinha gente por aqui! Socorro! Subi para o apartamento, deitei no sofá e comecei a chorar de cansaço. Culpa dos hormônios. E um pouco da falta de noção também, vai?

Mas no final deu tudo certo. Ganhamos tanta fralda, que achei que nunca precisaríamos comprar um pacote até o desfralde da Marina. Mentira, porque pedi poucas de tamanho RN e ela usou bem. Tivemos que comprar uns dois pacotes, até começar a usar o P (que ainda fica um pouco grande, mas dá para o gasto).

É isso. Se você for fazer as contas do valor gasto com a festa e comparar com o que gastaria comprando você mesma as fraldas, não compensa fazer um chá de bebê. Só que vale muito a pena por outros motivos. Foi muito legal ver tanta gente querida reunida, celebrando a proximidade da chegada da Marina.

Aqui, algumas fotinhos. O crédito das imagens vai para a tia Lumy!

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5 opiniões sobre “O chá de bebê da Marina

  1. Créditos a Tia Lumy … Ebaaa 😀

    Colocar uma máquina fotográfica na minha mão não presta neh … até que as fotos ficaram boas!

    Depois vamos fazer um post dos making off dos banhos da Marina… 😀

    Beijos Van!

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