Gatos e bebês: a mistura tem que dar certo!

Antes mesmo de eu descobrir que estava grávida, adotamos dois gatinhos irmãos, o Téo e a Laura. Os dois vira-latas bagunceiros que só são a alegria da casa, apesar do sofá arranhado, dos vasos derrubados e de todos os objetos perdidos que eles empurram para o esconderijo quase secreto deles, o vão embaixo do sofá.

Amo animais e, particularmente, amo essas duas figurinhas. Olha só como eles eram coisinhas lindinhas quando filhotes:
lauraeteo

E continuam lindões, vai?
teolaura

Imagem: Pinterest

Imagem: Pinterest

Toda essa introdução para dizer que mesmo que as pessoas me amedrontem, me espantem e tentem me deixar neurótica, tentando me convencer de que bebês e gatos não combinam, que eu preciso dar um jeito neles, que a convivência não vai rolar, que os gatos vão soltar pelos malignos ou vão enfiar as garras na pele da minha filha e rasgá-la ao meio ou sufocá-la por ciúmes durante a noite… eu JAMAIS vou sequer cogitar a hopótese de abandonar meus gêmeos.

A Marina é prioridade a partir de agora? Sim. Sem sombra de dúvida. Mas tenho certeza de que não sou a primeira e nem serei a última mãe que adora e respeita os animais. Então, a coisa tem jeito. Eu só não descobri ainda qual é. Mas irei, em breve.

Vou pular o assunto da toxoplasmose por enquanto. A doença transmitida pelas fezes dos felinos é um dos maiores motivos de abandonos de gatos por grávidas e isso não tem nenhum cabimento. Mais para frente, prometo fazer um post para falar só disso porque eu sei que tem gente que ainda não acredita.

O que tem me feito gastar horas em pesquisas pelo Santo Google é como preparar os bichanos para a chegada do bebê, sem que seja um evento traumático para eles, para nós, pais, e principalmente para a Marinoca, que virá indefesa e desavisada contra as maluquices de seus irmãos mais velhos peludos.

Vou fazer uma listinha aqui com as dicas que encontrei, mas como ainda não tenho experiências pessoais sobre o assunto, aceito dicas, sugestões, reclamações e xingamentos, tá? Não sei se nada disso funciona, mas prometo tentar e voltar pra contar depois.

1. É preciso deixar o gato cheirar  e se acostumar aos pertences do novo membro da família, antes que ele chegue, de fato, à casa. Então, essa é  hora de largar a porta do quarto do bebê aberta, com berço, carrinho, lenços umedecidos e toda a parafernália. Assim, o bicho se habitua àqueles objetos. Mas, pelo amor de Jeová, lave, limpe e esterilize tudo antes de seu filho nascer. Assim, você evita sujeira e possíveis contaminações.

2. Se quiser aumentar os rituais de introdução prévia, compre uma boneca. Apareça com o brinquedo  no colo e coloque-o no carrinho ou sobre o berço, simulando a chegada do nenenzinho. A ideia é fazer o gato se habituar ao fato de que logo, logo, a família receberá um ser esquisito, chorão e careca que, daquele momento em diante, roubará parte da atenção que era dedicada ao bichano.

3. Conforme a data de nascimento do pequeno for se aproximando, ensine o animal a não subir mais nas coisas do bebê e a ficar do lado de fora do quarto. Não é legal fazer isso depois que seu filho chegar em casa porque o bichinho pode associar as proibições a ele. Um borrifador com água e a repetição da palavra “NÃO” em tom firme podem ser úteis.

4. Se você é do tipo grudada com seu animalzinho, tente diminuir aos poucos o tempo dedicado a ele. Depois da chegada do bebê, você não terá a mesma disposição e a coisa fica mais amena se for feita de maneira gradual. Para o seu bem e para o do seu gato.

5. Quando ainda estiver na maternidade, peça que seu marido ou outra alma bondosa da família traga paninhos com o cheirinho do bebê para casa. Assim, o felino vai se acostumando ao cheiro do novo “irmãozinho”. Se puder deixar as peças próximas à caminha ou ao pote de comida, para que o bicho associe o cheirinho a experiências positivas.

6. Ao chegar com o bebê, deixe que o gatinho se aproxime, cheire, conheça. Tudo, é claro, sob a sua restrita supervisão. A curiosidade será eliminada e pode ser que o animal nem se interesse mais pelo bebê.

7. Mantenha a caixa de areia e a ração do pet fora do alcance do bebê. Por razões óbvias, certo?

8. Por mais que seu gato seja bonzinho, fique sempre por perto e JAMAIS o deixe sozinho com o bebê. Deixar os dois dormirem juntinhos pode ser tentador. Você já consegue até pensar na pose para flagrar e jogar no Instagram. Mas contenha-se. Por acidente, o bichinho pode arranhar o bebê, sentar em cima dele ou lambê-lo. Nenhuma das opções parece saudável, não é? É, então. Elas não são.

Além de tudo isso, acredito que seja legal continuar dando atenção ao seu bichinho depois que o bebê chegar. Você não terá o mesmo tempo, nem a mesma paciência, nem nada disso, mas o animal continua sendo seu companheiro e sentirá a sua falta. Para suprir essa necessidade, escale outras pessoas da família e as visitas que chegarem à sua casa para conhecer o bebê. Peça que todos dêem um pouquinho de atenção ao pet, para que ele não se sinta excluído, nem rejeitado, e o que pior, para que não associe isso à criança.

Vou tentar fazer tudo isso antes da Marina chegar em casa. Depois conto e certamente voltarei a escrever sobre assuntos parecidos por aqui. Enquanto isso, me digam: que outras dicas vocês dariam para que a convivência entre gatos e bebê seja possível?

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2 opiniões sobre “Gatos e bebês: a mistura tem que dar certo!

  1. Já diria meu falecido pediatra: “Crianças precisam conviver com os animais para criarem anticorpos e serem mais sociais…”
    Nem sei o que dizer sobre essas pessoas que abandonam os gatinhos por conta da gravidez.
    Marina vai ser retardada por bichinhos igual a nós =]

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