Aconteceu em outubro

cv004_-_vestido_azul_bolasEu e o Luiz já estávamos morando juntos há um ano e mês. Durante todo esse tempo, comentávamos, superficialmente, que adoraríamos ter um bebê. A vontade aumentou quando nasceu o Ernando, sobrinho dele, em setembro de 2011 (uns 10 dias antes de mudarmos para o apê que alugamos). Como também já  namorávamos há sete anos, as famílias sempre vinham com as piadinhas-pressõezinhas “E aí? Quando vocês vão encomendar um, hein?”. A gente ria e respondia coisas do tipo “Ah, temos tempo. Um dia vem”. Mas sabíamos que esse dia ainda devia estar distante. Maaaaaaaas (e sempre tem um “mas” na história), em outubro tudo mudou.

Minha menstruação não era lá a coisa mais regulada desse mundo. Porém percebi que estava atrasada há uns quatro dias e aproveitei minhas andanças pelas lojinhas perto de casa, em um sábado de manhã, e comprei um teste de farmácia. Eu já havia feito isso algumas vezes, mas nesse dia senti uma coisa diferente. Passei em frente a uma vitrine que tinha um vestidinho de bebê azul de bolinhas e, na hora que bati o olho ali, imaginei que minha desconfiança poderia mesmo se confirmar. Cheguei em casa e corri para o banheiro. Eis que… tchan-tchan-tchan-tchan! Aparece a famosa segunda listrinha cor de rosa. Para quem não sabe, o surgimento desse tracinho indica um aumento do nível do hormônio Beta-HcG, que significa que sim, muito provavelmente você está grávida e sua vida, sua cabeça, suas finanças, seu corpo e principalmente o seu coração, devem virar do avesso a partir de então.

Eu ainda não tinha tido tempo de ter uma outra reação, a não ser sentar na cama e ficar ali, olhando pro tracinho cor-de-rosa, quando o Luiz chegou do tradicional futebol de sábado de manhã. Contei a novidade para ele, que ficou passado, mas achou que aquele pauzinho de plástico não poderia ser confiável. Aquilo não era verdade. Sem contar para mais ninguém, corremos para um laboratório e fizemos o exame de sangue. No dia seguinte, o resultado confirmou que sim, nós teríamos um bebê.

Liguei para os meus pais, que moram no litoral de São Paulo, para contar. Minha mãe alternava entre gritos e risos no telefone por cinco minutos ininterruptos e meu pai chorava de emoção. Pedi para não contarem a ninguém até que eu completasse três meses de gestação (pelas contas, eu estava com apenas um), mas foi a mesma coisa que dizer: “Ei, por que vocês não saem pela cidade com um megafone e dizem para todo mundo que vão ser avós?”. O Luiz foi outro. Pegou a agenda do celular e ligou para todos – sim, eu disse TODOS – os números alastrando a novidade.

Sentíamos um misto de susto e felicidade que continua até hoje. A gravidez completa 24 semanas (5 meses e duas semanas, mais ou menos) no próximo sábado.

Anúncios

3 opiniões sobre “Aconteceu em outubro

  1. Pingback: Mãe boba | Casa, cozinha e fralda trocada

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s